sábado, 8 de setembro de 2012
SOU UM TRISTE
Meus carros, digo, meus caros portugueses,
Posso finalmente desfazer o tabu. Andava, prontos, taciturno, ensimesmado, melancólico e magoado, porque soube com antecedência do resultado do jogo de ontem. Uma vez mais foram-vos às canelas. Uma vez mais fintaram-vos. Uma vez mais corresteis o campo todo, sem bola. E no final levasteis uma abada. Agora, prontos, mesmo que queirais ir para o banco, não há.
Tanto sofrer afecta-me e de que maneira. Nem consegui acabar a lagostita que estava a comer ao jantar e prontos, dei o resto ao cão. Senti-me tão deprimido que até liguei à paris hilton e pedi-lhe que organizasse um evento em beverly hills, para desanuviar. Ela, prontos, disse-me logo que sim e cheira-me que vai ser coisa de arromba, que de festas percebe ela. Só lhe disse que tem de ter muitos aviões que eu cá gosto de voar. Ela, que também é bastante aérea, disse para ficar descansado e eu, prontos, fiquei. Partilho convosco esta confidência para que percebais a minha mágoa e para que saibais as verdadeiras causas quando lerdes as revistas da fofoquice na fila do centro de emprego. Não quero que vos deixeis endrominar por gente que, prontos, só me quer mal e que até me acusa de andar infeliz por causa do dinheiro. Quero dizer a essas más línguas que não é pelo dinheiro, não senhor. É pela falta dele. Para acabar digo-vos que podeis contar com o meu apoio e compreensão e, prontos, no próximo estágio até vou deixar que tireis fotos ao meu carro. Comigo lá dentro. Aproveito para agradecer ao jorge, o meu empresário, por me ter arranjado tantas palavras que querem dizer triste e que ajudaram a abrilhantar a minha escrita. Agora, prontos, fiquem bem que eu vou treinar. Com a irina.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
MARRETAS NA TROBISÃO
- Só um segundo que estou a botar um bocadinho de música no meu gira discos. Prontos, já está.
Pois meus amigos, cá estou mais uma bez para dois dedos de cunbersa. Ou três. Ou quatro. Por falar em quatro lembrou-me agora que já tibe quatro trobisões. As três primeiras, partiu-as o meu toino. Ele tinha um bocadinho de génio, que tinha. Partiu a primeira quando o sinhor ingenheiro sógras beio anunciar o fim da crise. Por acaso gostaba de ter bisto o pograma até ó fim, cu sinhor inginheiro estaba munto bem bestido e até tinha ensaiado antes. Infelizmente deu o nerboso ó meu toino e, quando boltei a ter noticias, já o sinhor ingenheiro estaba em paris de frança. Às tantas aprobeitou o fim da crise para fazer uma semanita de férias em regime de meia pensão, num sei. A segunda partiu-a quando o sinhor doutor coelho beio anunciar cus subsídios iam ó ar. Eu ainda disse ó toino que o sinhor doutor estaba a reinar porque a crise tinha acabado, mas num fui a tempo. Afinal eu sempre tinha razão. Num faltam senhores do goberno e outros amigos que os continuam a receber. A terceira trobisão partiu-a quando nos saiu o euromilhões. Primeiro, o meu toino ficou tão efusibo que até dançou um tango cu meu nero. Só que deu um passo em falso, ganhou lanço e o meu nero saiu disparadinho pela janela. Quando aterrou em cima do galinheiro da arlete pôs-se logo a ganir. Munto gosta de boar, aquele cão! No dia seguinte a trobisão beio dizer que afinal se tinha enganado nos númaros. Foi demais pó meu toino. O senhor me perdoe mas, se num fosse ele, quem partia a trobisão era eu. Num há direito de cortar desta maneira o projecto de bida duma família. A coisa pôs-se tão feia que até tibe de mandar o meu nero à rua passear o meu toino. E dei-le o osso de borracha para o toino correr atrás dele. Ajudava-le a desanubiar a moleira.
Agora se me são licença bou ber um bocadinho da quarta trobisão para me entreter. Pelo sim, pelo não, lebo a marreta. Num bá bir outra bez alguém dizer que acabou a crise e a seguir se lembre de mandar mais alguma coisa ó ar.
Recebei beijos em directo desta bossa Olímpia.
Ó nero, num me apagues o richarde cleidermão que é tão bonito!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
ANALFANETO
Meus amigos, recordar é biber e é bem berdade. Hoje num me sai da cabeça os dias cu meu neto banderlei beio passar cu nós. O meu banderlei é uma riqueza ca gente tem. Mal sabe andar e falar porque é pequenino. Ainda só bai fazer dezoito anos para o mês que bem. Logo no primeiro dia eu bem quis dar-le de comer para botar corpo mas ele é atirado ó esquisito. Pus-le uma chispalhadazita com feijão bormelho e coube à frente e ele em bez de comer disse-me faca em u. Por acaso num estou a ber para que é que ele quer uma faca em u. Só se for para tirar polbos nos penedos, num sei. Pelo sim pelo não, lebou um croque que só deixou um restinho de coube na trabessa. Tirando o comer, num era nada dificil de aturar. Dormia o diinha inteiro e só acordaba para falar ó telemóbel ou para estar no cumputador. Uma bez reparei que ele tinha muntas senhoras nuas no cumputador, mas explicou-me que andaba a aprender ciências da natureza. Tadinho, tão pequenino e tão estudioso. Como dormia de dia num tinha soninho ninhum à noite. Uma bez acordamos às 2 da matina com um estrondo que parecia um abião de carga a aterrar, mas num era. Era o meu banderlei a tocar biolinha eléctrica. Por acaso sou testemunha cu meu toino até se arrependeu; mas só depois de le ter partido a biolinha à marretada e de la ter botado pela janela fora. O meu banderlei para se bingar, afanou-le o chinó e deu-o ó meu nero que le chamou um figo. Quando o descobri debolbi-o ó meu toino, mas ele achou cu penteado estaba um bocadito ó estranho. Eu disse-le que tinha mandado o chinó ó salão de coifure da lindinha para fazer uma mise. Pudera, num le ia dizer que tinha sido deribado ó treino do nero.
Só uma bez é que num gostei do que o meu banderlei fez. Chiguei a casa mais o meu toino e apanhame-lo a fumar. O toino assentou-le logo um biqueiro no cu que até a mim me doeu. Ó segundo biqueiro o banderlei conseguiu desbiar-se, mas lebou com a nossa senhora de fátima na testa, que era a santa cu toino tinha mais à mão. Foi milagre ter batido no banderelei, senão ia direitinha ó espelho de parede que estaba atrás e eram logo sete aninhos de azar. Antes assim. O meu toino ainda se lembrou de tirar duas fumaças antes de apagar a barona. Sei dizer que, de repente, deu-se-le um solabanco no chinó, atrofiou-se-le as bistinhas e começou a dizer que bia panteras boadoras. Depois pôs-se a cantar músicas dum jamaicano conhecido e a babar-se debagarinho. Agora benham-me dizer cu tabaco num faz mal à saúde. Lá acabaram por fazer as pazes e o meu banderlei até ensinou o abô a usar o cumputador para ele tamém aprender ciências da natureza. Em cumpensação o meu toino ensinou-o a escreber o nome cumpleto. Foi bonito.
Tudo é bem quando acaba em bem, num é?
Agora in-de para dentro e recebei beijos desta abó e desta bossa Olímpia.
sábado, 1 de setembro de 2012
SEM PINGO DE BERGONHA
- É o que te digo filha, uma migera sem bergonha. Só quer alourar a pubide e andar na boa biela. Uma bez, o senhor me perdoe, até soltei o meu nero para le ferrar mas ela largou a cadela e eu nunca mais os bi. Só aparecero no dia seguinte, munto juntinhos e foi o cabo dos trabalhos pós separar. É o amor. Eu, com medo cu meu nero biesse cuma carga de pulguedo, dei-le um banhito com soda caustica que o pôs um brinco. Ficou tão cuntente coa labadela que até começou a esfregar-se todo no chão e a dar estreçeguões com as patitas, como naquelas danças modernas. Debe ter aprendido na trobisão, num sei. Agora bou ter que ficar por aqui filha, que tenho os meus amigos criatibos à espera. Bota uma mantinha pelas costas que tá fresco e num te esqueças de logo ber o Rambo. Não filha, num é o 3, é o 4 que inda é milhor. Bais ber como aprendes a dar uns croques balentes.
Meus amigos, estaba aqui ao telefone com a minha amiga arlete, a falar da berta. É o estepor duma bizinha que eu tenho. Tão amigos que eramos dela, eu mais o meu toino e foi-se a ber, saiu uma bíbora. Um domingo bateu-nos à porta toda esgrobiada a dizer que tinha a canalização rota. A da cozinha. Apanhou o meu toino a praticar o disporto faborito dele; a obrar e a ler o notícias. Por acaso o meu nero tamém gosta de praticar o mesmo desporto; só que num lê o notícias. Lá tebe de ir o meu toino cum dois sacos cheios mais o maçarico ó dependuro para casa dela, botar-le um pingo de solda. Inda o bi na janela da cozinha dela a acender o maçarico. Depois fui para dentro e quando bim cá fora botar o chinó do toino a corar é que topei tudo. Enquanto o meu toino estaba na cozinha dela a tapar-le o buraco, a desabergonhada estaba no quarto ao lado, na brelaitada cum careca. E ainda por cima o careca tinha uns sapatinhos brancos e umas meias pretas, iguaizinhas às do meu toino. A páginas tantas o careca bestiu-se de super home, mas só da cinta para cima, subiu ao cimo do guarda bestidos e mandou-se. Num debe ter acertado que foi cá um estrondo que até me estremeceu as paredes da casa. Agora que estou a falar nisto lembra-me cu meu toino tamém gostaba de se bestir de super home. Lá está, os homes são todos iguais. Com uma diferença; o meu toino tiraba sempre os sapatinhos e ficaba em queturnos. Para poupar. Depois deixei de ber o careca mas ainda bi a cabeça da berta na janela, para cima e para baixo um bom bocado. Quer dizer, depois daquilo tudo, a matrafona ainda se pôs a fazer flexões. Parece impossíbel! O meu toino, tadito, chigou-me a casa feito num molhinho e cum braço ó peito. Disse-me que foi do caímento. Da tubage. O que me quilhou mais foi que no fim, a galdéria nem obrigado disse. O meu toino, tadito, fartou-se de me pedir para lá ir botar-le outro pingo de solda, mas eu nunca mais deixei. Era o que faltaba, deixá-la andar a brincar com a boa buntade dos outros.
Fico-me por aqui, meus amigos. Tende cuidado cu a bizinhança e num bos esqueceis de ber o rambo que é munto educatibo.
Recebei beijos repenicados desta bossa Olímpia.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
FOGE DO SOL, TOINO!
Meus amigos, ai que saudades que tenho da praia. Já me estou a ber mais o meu toino, todos beraneantes, a alugar uma barraca na emilia barbosa. O meu toino parecia um rapaz nobo. Com uma tichare amarela canário, justinha, que le ficaba pelo umbigo para deixar respirar a barriga. Uns calções azul petroil, às florzinhas, tamém munto apertadinhos, de categoria. Ele queixaba-se que le trilhabo um bocadito no entre pernas mas eu dizia-le para aguentar que estabam na moda, ou como agora se diz, eram fachon. Tudo a condizer cus sapatinhos bicudos que ele nunca largaba e cum par de peúgas pretas para cuntrastar com o branco dos sapatinhos. Lá ia ele agarrado às duas gileiras que cumpramos na circunbalação. Num bou dizer que num pesabam mas, desde que fosse tacho, o meu toino alancaba que era um consolo. Duma bez lebei três panelitas de tripas embrulhadas em jornal para num arrefecer. Uma para fazer parede e as outras duas para atascar. O meu toino atestou-les bem e regou melhor com garrafãozito e meio de maduro tinto. Num desfazendo, o meu toino era um bocadito labajão a comer. No fim das tripas até le disse que parecia aquele nadador amaricano, cheio de medalhas. Por causa das nódoas que ele tinha na tichare e nos calções. O pior foi na sobremesa. Eu tinha lebado duas trabessinhas das grandes de formigos, o toino foi à gileira buscá-las e népia. O meu nero apanhou-nos de costas na tripalhada e mamou-os. Assim que biu o meu toino a desenroscar um sapato, fugiu pó mar e o toino foi atrás dele. Eu bem le gritei para num se atirar à auga por causa do chinó, mas ele num oubiu. Resultado; o meu toino foi ó fundo e o chinó foi a boiar pelo mar dentro. O banheiro que estaba a chonar ó sol acordou e atirou-se. Como estaba estremunhado, nadou atrás do chinó e tibe ser eu a salbar o meu toino. Quando o apanhei já tinha bobido para cima dum quartilho de auga salgada. Tanta auga a baptizar-le o maduro tinto num le assentou bem. Estaba a botar sargaço pela boca e a arrotar às tripas. Depois de o trazer para terra ainda tibe de ir buscar o meu nero que tamém é como um prego. Mas com esse foi diferente; estaba a arrotar ós formigos. A seguir deu-se uma cena a fugir ó caricata. Eu a fazer respiração boca a focinho ó meu nero e o toino, que entretanto acordou, a tentar esganá-lo. No fim lá o sosseguei com um restito das tripas, mas o meu nero tebe de ir para casa disfarçado de guarda sol.
Agora se me dão licença, meus amigos, bou ber um bocadinho de trobisão. Enquanto há...
Recebei beijos com iodo desta bossa amiga Olímpia.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
TENDE FÉ NA OLÍMPIA
Num percebo nada disto. Tinha as hortênsias que eram um regalo e de um dia pó outro apagaro-se. Estão mais murchas cu sinhor doutor siguro dos socialistas. Bem, bou à missa e aprobeito para pedir por elas.
Antigamente quando ia à missa lebaba sempre o meu toino. Ele num era munto dado à igreja mas eu dizia-le:
- Toino, se sou milher para te tratar das cuecas e dos queturnos, tamém sou milher para te tratar da alma.
Iamos à missa das sete porque o sinhor padre tobias fazia umas homilias lindas. Dizia marabilhas da eba e dizia que era parecido cu adão porque tamém gostaba munto de fruta. O sinhor padre esticaba-se um bocadinho no tempo e o meu toino num apreciaba. Por isso enquanto duraba a homília oubia o relato, baixinho. Uma ocasião o sinhor padre tobias chegou a meio da homilia e perguntou:
- Quando cristo entrou no templo e biu os bendilhões, sabeis bós o que gritou?
- GUUUOOOOOOLO! Respondeu o meu toino. O sinhor padre num se descoseu e até perguntou quem tinha marcado, mas eu pelo sim pelo não, nunca mais o deixei oubir o relato. Daí pá frente mal o sinhor padre pegaba nos papéis, o meu toino batia logo uma roncada. Só que ressonaba tão alto que parecia a betoneira do quim trolha e até oube gente que pensou que a igreja andaba em obras.
A seguir à homilia cantábamos " O senhor é nosso irmão". Era lindo porque eu mais as minhas bizinhas faziamos um coro de categoria. Habia até quem achasse que cantabamos melhor cus super dragões, por aí já podeis ber. Uma bez, quando chegamos à parte do " Ò sana nas alturas " tibemos um percalço. A zira mamuda chamou a potência máxima à goela, rebentou-lhe os colchetes do setiãe e o peitinho saltou-le todo cá para fora. O meu toino meteu-le logo as mâos pá cumpôr. Tinha um coração de ouro, o meu toino. Sempre pronto a ajudar. A seguir foi o senhor padre tobias que tebe um percalço. Cresceu-le a batina pá frente, enganxou-se-le numa farpa do altar e nunca mais se desprendeu. Debe-le ter inchado a barriga dos gases. Tibemos de o tirar de dentro da batina e a seguir deu a comunhão em ciroulas. Num desfazendo, o sinhor padre tobias tinha umas ciroulas munto engraçadas. Eram todas ós corações pequeninos e na carcela diziam em letras grandes HÁ QUE TER FÉ. Por acaso reparei que quando chigou a bez da zira comungar, a fé do sinhor padre tobias cresceu bastante. Às tantas o problema da batina num debe ter sido só gases.
Recebei beijinhos crentes desta bossa amiga.
Ó nero, se te apanho outra bez a mijar-me as hortênsias, o senhor me perdoe, dou-te um biqueiro na fé que até andas de lado!
sábado, 25 de agosto de 2012
É A OLÍMPIA, QUEM HABIA DE SER?
Meus amigos, estais bem? Eu por cá bou andando na cumpanhia do senhor. E não só, porque aqui há atrasado chiguei a casa e encuntrei um home a remexer-me na cozinha. O home trazia uma meia na cabeça e o meu nero, que é um desconfiado, pôs-se logo em posição de ataque. Ficou rijo comó aço. O problema é que nunca mais se mixeu. Só depois descobri que le tinha dado um grande ABC. Pudera, ele num tem cuidado ninhum cu a boca. Fui ter cu home, tirei-le a meia da cabeça e disse-le para num ter bergonha de ser feio, que feio é roubar. Ele gostou tanto das minhas palabras que até me abraçou. Só que começou a abraçar-me com muita força e eu, que num sou de cunfianças, dei-le um croque na tola. Debo ter exagerado um bocadinho porque saltou-le a polaca e foi espetar-se no quadro do menino a chorar que cumprei em Sampaio Bruno. Por acaso a polaca nem le assentou mal. O menino deixou de chorar e ficou com um riso a fugir pó fernandel. A seguir perguntei o nome ao home e ele respondeu que era fininho ou tininho, num sei bem. Depois contou-me a bidinha toda; que era munto religioso, que andaba sempre nas igrejas, que tebe um comércio, que foi assaltado e cu siguro num pagou. Pelo menos foi o que eu percebi, porque sem a polaca habia muita bentania pelo meio. Depois perguntei-le quem é que o tinha ensinado a entrar pela casa dos outros dentro, sem pedir licença. Respondeu que foi o marcelo. Perguntei-le com quem tinha aprendido a mexer no que num era dele. Disse que foi o gaspar. Num conheço nenhum mas debem de ser más companhias. Contou-me tudo com uma cara de franqueza tal que até me fez lembrar o senhor doutor passos coelho. Digo-bos, meus amigos, gostei do fininho ou tininho, ou lá o que é. No fim até le dei uma massinha de bofes que tinha sobrado do almoço. Ele cu a bergonha disse que num queria mas eu fingi que le ia assentar outro croque e ele, tadito, comeu tudo e ainda pediu para repetir. Só a massinha. No fim pediu-me para ir embora porque já estaba atrasado para a missa das sete. Deixei-o ir mas disse-le para rezar munto por causa da ladroage que por aí anda a roubar tudo. Até sinos. O meu nero é que ainda num recuperou. Já lhe enfiei meia garrafita de augardente pela goela abaixo pó amolecer mas nada. Continua teso como um birote. Às tantas bou ter de le assentar um croque dos balentes para ber se reage.
- Ó nero, anda cá que eu estaba a brincar. Ó estepor, se foges, assento-te um croque a sério!
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