terça-feira, 7 de novembro de 2017

JERÓNIMO, PORTANTO, DE SOUSA



Ai que me doi a barriga
De tão penoso o meu pranto
Não há uma frase que diga
Em que não diga portanto

Portanto sai-me sem querer
Portanto não é pensado
Portanto faz-me sofrer
É um portanto malvado

Vivo nesta ditadura
Que portanto me desgosta
Uma cruz portanto dura
Como a de aturar o costa

Não acho nada normal
Padecer desta maleita
Portanto só me quer mal
Portanto é da direita

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