quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FUTEVÓIS


- ESTÁ MAU
- Pois tá. O impate enkarkilhou tudo
- A TROIKA EMPURRA-NOS PARA TRÁS
- Debe ser de fazer pressão alta a meio campo
- OS IMPOSTOS NÃO PARAM DE SUBIR
- É comós alas. Pá poiar o atake
- E QUEREM FACILITAR OS DESPEDIMENTOS
- Axo vem. A xicotada psikelógica às bezes dá efeito
- E NÃO VAI FICAR POR AQUI
- Depende do próximo desafio
- DEPENDE É DO QUE SE PASSAR NA GRÉCIA
- Ai nós tamos no grupo deles?
- INFELIZMENTE
- Infelizmente nom kos gajos num balem nada
- AINDA VAMOS ACABAR EXPULSOS DO EURO
- Expulsos? Deram pau?
- E QUE PAU. ISTO AGORA É TUDO A ROUBAR
- A kemeçar pelos árvitros
- OS QUE MANDAM AINDA SÃO PIORES. NEM OS POSSO VER
- Eu bejo. Na Sportêbê
- ENTÃO ESSE GASPAR, NÃO POSSO COM ELE
- Eu tamém nom. Gosto mais do Hulk
- OUVE LÁ, TU SÓ CONSEGUES TER FUTEBOL NA CABEÇA?
- Shttt, cala-te que kemeçou agora a nobela...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PAPA PUPILO


- És gustativa. Disse o pupilo à papila
- Vai dizer isso à pupila. Proferiu polida a papila
- Não sejas papalva. Provocou o pupilo
- Papalva não sou. Sou uma pepita, pupilo
- Uma papita, papila?
- Uma pepita palpável, pupilo
- Ai que já pulo, papila
- Olha papila, pupilo
- Parece um pepino, papila
- Pepino pequeno, pupilo
- Poupa-me, papila
- Ainda achas gustativa a papila, pupilo?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

OLHÓ PREGO!



1. Era um homem extremamente polido. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - parecendo que não, este acto involuntário provocou-me uma dor de tal forma lancinante que chega a formar-se no meu espírito uma assinalável vontade de soltar um impropério.

2. Era um homem de meias palavras. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - alho!

3. Era um homem que gostava de fazer publicidade a operadoras de TV. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - a dor é uma cena que não me assiste...

4. Era filho duma mulher de meia porta. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - Ah, mano!

5. Era um ilustre cientista de renome mundial. Contava com os mais prestigiados prémios internacionais e títulos honoris causa no currículum. Recebeu os mais rasgados elogios dos seus pares. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - ...dasse!

6. Era um homem distraído. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - para a próxima convém não me esquecer do prego.

7. Era uma mulher de apuradíssima sensibilidade. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo do marido disse: - porra, até a mim me doeu!

8. Era um sado masoquista inveterado. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - Tem paciência prego, agora sou eu.

9. Era um animal político. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - Fiz buraco....

10. Era um patrão moderno. Quando desferiu inadvertidamente(?) o martelo na cabeça do dedo do empregado disse: - deixa lá, é para isso que te pago.

11. Era um marxista leninista convicto. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo disse: - foice lá pró martelo!

12. Era assalariado. Quando desferiu inadvertidamente o martelo na cabeça do dedo foi despedido. Não atingiu o objectivo.





terça-feira, 20 de setembro de 2011

CONTRA FACTOS...


- Tu és do quê?
- Sou do contra
- Contra quem?
- Contra ninguém
- Então não és do contra
- Sou, sim senhor
- Dizes isso só para contradizer
- Não, digo isto só para contrariar
- Não há nada de que sejas a favor?
- Sou contra o favor
- Não percebeste
- Percebi, sim senhor
- Só consegues ser contra?
- Também sou a favor
- De quê?
- Do contraditório
- És contra o favor e a favor?
- Não, sou contravapor
- Isso é um contra-senso
- Não, é contra-regra
- Lá estás tu ao ataque
- Estou é no contra-ataque
- Por que não vais para a política?
- Sou contrabandos
- Já fizeste um balanço da tua vida?
- Sou contrabalanço
- Porquê?
- É um contratempo
- Então imagina que a vida é uma estrada
- Sou contra a imaginação
- Como é que te conduzes nessa estrada?
- Em contramão
- Não vez nada de bom para a humanidade?
- A contracepção
- Nem sei como te classificar
- Uma contradição?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DESTROÇE...


- O que é que você é?
- Sou doutor
- Estudou?
- Não
- Então como é que é doutor?
- É o arrumador que me trata assim. E tu?
- Sou arrumador
- Não estudaste?
- Até tirei um mestrado mas não arranjei nada
- É pá, toma lá uns trocados
- Obrigado, doutor...

domingo, 18 de setembro de 2011

CÃO DO FERREIRA



O meu nome é Cão dido. Não vos diz nada, claro. Mas se eu falar no Cão do Ferreira tudo muda de figura. Na rua ninguém diz que está ali o Cão dido mas todos dizem: - Está ali o Cão do Ferreira. Cão do estou junto dele não dizem: - Olha o Cão dido e o Cão do Ferreira mas apenas: - Olha o Cão do Ferreira. E se está sózinho ninguém diz o Cão mas o Cão do Ferreira. Afinal quem é esse Ferreira? E o que é que o Ferreira é mais do que eu? Não Cão preendo. No início tentei chamar-lhe Cão do Cão dido mas não pegou. Alguns chegaram a dizer-me: - Deixa o Cão do Ferreira senão ainda vais para Cão to. Cão fesso que fiquei Cão balido. Ainda por cima o Cão do Ferreira não é de fácil Cão vívio. Um dia Cão sado de tanta Cão sumição virei costas ao Cão do Ferreira e mudei-me para o Cão do Miguel. Chamei-lhe o Cão dido Miguel mas também não gostaram. - Vais lerpar como o Cão do Miguel! Ameaçaram. Tive de fazer uma Cão biante e passei a chamar-lhe o Cão do Miguel Bombarda. Nem assim. Para evitar más Cão sequências entendi por Cão veniente voltar para o Cão do Ferreira. Depressa Cão preendi que estava montado um Cão plot. Uns quantos armados em Cão com pulgas andam a Cãos pirar Cão tra mim. É uma Cão bada que se Cão centra no Cão tentor do recreio e me acusa de Cão rrupção. Querem Cão quistar o meu lugar mas estão Cão fundidos. Serei Cão tundente e Cão tinuarei a Cão trolar este Cão plexo. Nem que para isso tenha de lhes retirar os Cão primidos.

Cão to ao Ferreira Cão fidencio-vos que é Cão plicado ter de Cão viver Cão alguém que todos Cão nhecem menos eu. Resta-me o Cão solo de ter cá o Cão dele para poder brincar. Aos Cão boys.

Cão Cão primentos

Cão dido Padeço Forte
Director Cão rdenador do Cão do Ferreira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SÃOZINHO



Tomo a liberdade de me dirigir a Vocênssias para transmitir uma verdade insofismável; sou o único que não está maluco neste Estabelecimento. Repito, o único. E considerem Vocênssias incluídos na minha longa lista os médicos, os enfermeiros, os auxiliares e o próprio Director. Poderão Vocênssias questionar-me com total propriedade: - Se é assim por que estou cá? Legítima pergunta para resposta imedita: - Não sei. Não sei se foi o destino, se a Providência, se as Forças do Universo que elegeram a minha pessoa para a ciclópica mas inebriante tarefa de recuperar as finanças e o prestígio desta colectividade. O seu estado é de tal ordem calamitoso que não se me oferecem dúvidas que só uma TROIKA a poderá salvar. Escolhida que está a cabeça elegi como braço direito o Osco, um homem que durante anos serviu garbosamente as forças da autoridade até ao dia em que começou a dizer que era a Chita e a dormir pendurado num candeeiro. Pelo rabo. O seu sentido de equilíbrio transmite-me inabalável confiança a que acresce uma característica que me agrada de sobremaneira: chama-me Tarzan. O outro é o Zé do Tubo. Amante de surf mas não de um surf qualquer. Um surf praticado em placa de contraplacado estilo cama de casal e enfiado dentro de um escafandro para no caso de cair já estar preparado. A partir de certo dia decidiu não mais sair do escafandro situação que, amortecendo um bocadinho o diálogo, facilita a localização.
Deposto que seja o maluco do Director, a nossa primeira medida será, ao contrário do que por aí se vê, a de aumentar as receitas. Como? Obrigando os médicos a passá-las em grande quantidade sem depois as aviar para poupar nas despesas. Afinal medicamentos para quê? Eles são malucos e são!
Por ora recolho aos meus aposentos para continuar a inspirar-me nos livros desses monstros sagrados da economia mundial que são os irmãos Paco: o Paco Mickey e o Paco Donald.
Termino pedindo-vos o máximo sigilo no tratamento desta missiva. Acaso chegue aos ouvidos do cão do ferreira, esse traidor, tudo cairá por terra.

Até à vitória, nem que seja pela margem mínima.

Com os meus respeitos.
Adosindo Toudetodo