terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
ATRASADO ENTRUDO
Não faltava nada. Desta vez planeara ao pormenor que já bastavam os esquecimentos passados. Lançou um olhar rápido para dentro do saco e conferiu o espumante, as passas e os desejos. Aliviado, sentou-se e aguardou com o pé direito preparado. Os ruídos de fundo iam e vinham num estranho corropio. Depois tornaram-se espaçados até desaparecerem. Esperou. O tempo fez-se espesso. E veio a chuva e o frio. Aguentou. Só quando se aproximou o corso carnavalesco percebeu. Esquecera-se do relógio.
BRAÇO FORTE, PERNA FRACA
Olhou a multidão em silêncio. A seguir ajoelhou-se e apertou o atacador da sapatilha como se a vitória estivesse na força daquele nó. Um velho gritou-lhe da bancada que ia ganhar. Que era o melhor. Não conhecia o velho nem sabia porque dissera aquilo. Sorriu-lhe desconfiado mas aquilo ficou. Colou-se aos blocos e baixou a cabeça em direcção às palavras do velho. Ao tiro de partida voou para meta levado por elas. Só voltou a sentir o chão quando percebeu que ficara em último. O velho enganara-o. Procurou-o com o olhar mas nada. Meses depois foi-lhe atribuída a vitória. Todos os outros estavam dopados. Anos mais tarde reencontrou o velho na pista. Dessa vez o velho disse-lhe que não ia ganhar. Que já não era o melhor. Devolveu ao velho um sorriso convencido e alguns alguns segundos depois alcançava a vitória. Na semana seguinte retiravam-lha. Os relatórios das análises foram implacáveis.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
MINISTRA ASSUNÇÃO CRISTAS ESTÁ GRÁVIDA, AVANÇA A TVI
- Já te disse que não é assim!
- Então?
- É como andar de tractor
- Como?
- Aos solavancos
- Mas eu enjoo
- Enjoas nada. Põe a enxada no ar
- Acho que está
- Agora cava com força
- Tem muito mato
- Não tenhas medo que não parte
- Ó filha, mas custa
- Por este andar, homem, nunca mais vamos ter repôlho
- Por acaso, estou mais preocupado com os tomates
- Deixa-te de conversa e malha
- Ó filha, isto ainda vai dar espiga
- Cala-te e concentra-te na poda
- E quando é que posso parar?
- Depois de sulfatares
- É como andar de tractor
- Como?
- Aos solavancos
- Mas eu enjoo
- Enjoas nada. Põe a enxada no ar
- Acho que está
- Agora cava com força
- Tem muito mato
- Não tenhas medo que não parte
- Ó filha, mas custa
- Por este andar, homem, nunca mais vamos ter repôlho
- Por acaso, estou mais preocupado com os tomates
- Deixa-te de conversa e malha
- Ó filha, isto ainda vai dar espiga
- Cala-te e concentra-te na poda
- E quando é que posso parar?
- Depois de sulfatares
sábado, 5 de janeiro de 2013
ATÉ QUE ARREIES...
- Pois isto tá uma bergonha
- É berdade, uma bergonha...
- Passa-me o volo rei
- Chega-me a lampreia de óbos
- É uma miséria
- Uma berdadeira miséria
- Parte-me uma fatia de pão de ló das grandes
- Toma lá e dá-me a mousse de xicolate
- E cada bez pior
- Cada bez...
- O pudim do abade de periscas tá a olhar pra mim
- Dá-le pesado. Eu bou-me às varrigas de freira
- Por este andar não sei onde bamos parar
- Por este andar, nem eu
- Que rica vava de camelo
- E o volo de xantili?
- Não há quem vote mão a nada
- E quando votam é um bê se te abias
- Claro. Chega-me o molotobe
- Olha ca vabaruase de merango tá um quelosso
- E de quem é a culpa?
- A culpa? É dos que andam a encher a mula
- É pá, esses dão-me uns nervos
- Nem me fales. Passa-me as ravanadas
- Eu bou ós sonhos
- Um dia isto reventa
- Ah pois reventa
- Ton voas as farófias cum creme
- É comá encharcada de nozes
- Ainda bamos ter um lindo enterro
- Ai bamos, bamos...
- Vom, então até aos reis
- Inté. E num te esqueças de trazer o gurosan...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
ISGULPE, ZIM?
Exzelendízimo zenhor doudor bazos goelho,
É gom a vergonha a zecar-me a garganda gue venho à bresenza de Vôzênzia bara le abresendar as binhas bais zinzeras isgulpas. Num é bor der zido biegas, ou bor não ter emigrado. Muido bior do gue isso, é bor ter ficado doende. Greia Vôzênzia gue não fiz de brobósito. Vui vítima de uma rabanada de vento gue me bespegou zemelhante resfriado, gue oudra aldernadiva não dive gue a de gecolher ao leido. Mas figue Vôzênzia descanzado gue num me esqueci do bedido de boubança do zeu goberno. Ainda não doquei num benuron que fosse. Zocorri-me duma bodijinha bara aguecer os bés e duns gopitos de aguardende para aguecer o resto. Zão remédios cazeiros que, além de barados dão bom efeito. Sobredudo a aguardende que ataca a bicheza e aumenda muido o sendido padriótico. E num é zó o meu. Os meus amigos tamém não vão em benurões, mas já andam todos a aguardende. E nem doendes esdão. É bara prevenir.
Desejo a Vôzênzia um ano de 2013 de boa colheita.
Adendamende,
Manel Besaina
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
VAMOS A VOTOS
Desejo a todos os meus clientes, fornecedores e amigos um ano cheio de felicidade. Da pura.
Desejo a todos vós, liga dos amigos do bpn, um ano pleno de compreensão
Desejo aos meus amigos passos e gaspar um ano de muita pancada. Ainda havemos de fazer um movie juntos, ok camone?
Meus caros amigos, se eu for poder em 2013 os impostos serão reduzidos e os feriados voltarão a ser feriados. E se isto não for verdade que me entre já um grande cisco para o olho e... ai, porra!
Desejo que tenhais cuidado com os cozinhados que se andam a fazer e sobretudo que não comais coelho por lebre, que anda por aí muito gato.
O ano de 2012 já lá vai e eu continuo a ter boas entradas. Curioso, não é?
Desejar-vos bom ano, por mor de quem? Andei eu a conquistar e só de dia, que a minha mãe não me deixava sair à noite, para vocês venderem ao desbarato. Cambada de mouros!
Deçexo a tôdos ôs meus bons alunôs portuguisish que em 2013 continuem a zêr muintô estudiozôs qui nôz aqui, na deutschland gostamos de têr quem istude por nôz. Zão os fotos que fos quiro espremer.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
ANO NOVO, VIDA NÓDOA
- Fazia o favor
- Queria um ano
- Aqui tem
- Esse não quero
- Porquê?
- É um ano usado
- E depois?
- Quero um ano novo
- Olhe que está a um bom preço
- Pudera, é pior do que o que está a acabar
- Como assim?
- Cheio de mentiras, de impostos e de miséria
- O que está a acabar também teve coisas boas
- Quais?
- Boas licenciaturas, boas promoções do alexandre, boas parcerias...
- Acha?
- E até teve um final feliz
- Feliz?
- Não acabou o mundo
- Pois, mas eu quero um ano novo
- Isso é caríssimo
- Tenho com que pagar
- Com o quê?
- Com o meu carro quase novo
- Não vale a gasolina que gasta
- Tenho um apartamento semi novo
- Cheio de penhoras? Nem pensar
- E o que me diz a este ouro novo?
- Isso interessa. Deixe ver
- Que tal?
- Não dá para um ano. Quanto muito posso vender-lhe 3 meses novos
- Não aceito
- Então, restam-lhe as mezinhas
- Desculpe?
- Encha a boca de passas e deseje com muita força
- Nunca resultou
- Então passe o ano com uma nota na mão e com um charuto na outra. Pode ser...
- E se não der em nada?
- Nesse caso, volte cá que eu reservo-lhe o ano usado. E até lhe faço uma atenção.
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